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1861–1898

Luar

João da Cruz e Sousa

Ao longo das louríssimas searas Caiu a noite taciturna e fria... Cessou no espaço a límpida harmonia Das infinitas perspectivas claras.

As estrelas no céu, puras e raras, Como um cristal que nítido radia, Abrem da noite na mudez sombria O cofre ideal de pedrarias caras.

Mas uma luz aos poucos vai subindo Como do largo mar ao firmamento — abrindo Largo clarão em flocos d’escumilha. Vai subindo, subindo o firmamento!

E branca e doce e nívea, lento e lento, A lua cheia pelos campos brilha...

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