Em face da história, em face do direito,
Em face deste séc’lo que banha-se de luz,
Eu venho, recordando-vos o prólogo da cruz
Trazer-vos a odisseia qu’irrompe-me do peito.
É feita de sorrisos, de prantos de crianças,
De cânticos de amor, de brandas alvoradas,
De cousas alvo-azuis, de nuvens iriadas,
De pérolas de luz, de rubras esperanças.
É feita de perfumes e brandos magnetismos,
De raios de luar e cândidos lirismos,
De auroras, de harmonias, de sol e de poder!
É feita de justiça, virtude e consciência,
De sãs convicções na máxima eminência:
Chama-se liberdade e é filha do dever!