Skip to content
1861–1898

Libertas

João da Cruz e Sousa

Em face da história, em face do direito, Em face deste séc’lo que banha-se de luz, Eu venho, recordando-vos o prólogo da cruz Trazer-vos a odisseia qu’irrompe-me do peito.

É feita de sorrisos, de prantos de crianças, De cânticos de amor, de brandas alvoradas, De cousas alvo-azuis, de nuvens iriadas, De pérolas de luz, de rubras esperanças.

É feita de perfumes e brandos magnetismos, De raios de luar e cândidos lirismos, De auroras, de harmonias, de sol e de poder! É feita de justiça, virtude e consciência,

De sãs convicções na máxima eminência: Chama-se liberdade e é filha do dever!

Cookies on Poetry Cove

We use cookies to remember your language preference and — only with your consent — to learn how Poetry Cove is used. You can change your mind any time.
Libertas · João da Cruz e Sousa · Poetry Cove