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1861–1898

[Lágrimas da aurora]

João da Cruz e Sousa

Lágrimas da aurora, poemas cristalinos Que rebentais das cobras do mistério! Aves azuis do manto auri-sidério... Raios de luz, fantásticos, divinos!...

Astros diáfanos, brandos, opalmos, Brancas cecens do Paraíso etéreo, Canto da tarde, límpido, aéreo, Harpa ideal, dos encantados hinos!...

Brisas suaves, virações amenas, Lírios do vale, roseirais do lago, Bandos errantes de sutis falenas!... Vinde do arcano n’um potente afago

Louvar o Gênio das mansões serenas, Esse Prodígio singular e mago!!...

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