Lágrimas tu! mulher encantadora!
Não te bastara então essa pobreza,
Era mister pagar à natureza
O tributo da dor esmagadora?
Era preciso à luta vencedora
Dar um quinhão de sangue de pureza
Cristalizado em lágrimas, na acesa
Voragem de uma vida aterradora?
Sim, todos nós andamos por calvários,
Deixando as almas, castos relicários,
Entre as brumas chorosas do desgostos.
Chora! e que eu beba, humílimo de rastros,
As lágrimas que choras, como uns astros,
Como estrelas no céu desse teu rosto.