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1861–1898

Lágrimas

João da Cruz e Sousa

Lágrimas, tu? mulher encantadora! Não te bastava então essa pobreza, Era mister pagar à Natureza O tributo da dor esmagadora?

Era preciso à luta vencedora Dar um quinhão de sangue de pureza, Cristalizada em lágrimas na acesa Voragem de uma vida aterradora?

Sim! Todos nós andamos por calvários, Deixando às lamas, castos relicários, Entre as brumas chorosas do desgosto. Chora! e que eu beba, humílimo, de rastros,

As lágrimas que choras como uns astros, Como estrelas no céu desse teu rosto.

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