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1861–1898

Jesus

João da Cruz e Sousa

Jesus que amava as mães e as criancinhas, E que nasceu tão cândido e risonho, Tendo no olhar a placidez de um sonho Mais leve do que um sonho de andorinhas;

Esse Jesus que o orgulho das rainhas Abate e quebra com um ar tristonho Na cruz — ante esse séquito medonho De sombras que entristece as criaturinhas;

Quando com seus apóstolos ceava, Jesus, que os bons e os fracos adorava, Quando bebia gota a gota o vinho; Não sabia, por certo, o Jesus casto

Que neste mundo enganador e vasto Só há bem poucas gotas de carinho.

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