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1861–1898

IX

João da Cruz e Sousa

Morreste no campo um dia, Como uma flor desprezada. Clareava a madrugada, Azul, vaporosa e fria.

Sobre a agreste serrania, Numa ermida branqueada Por uma manhã doirada Um sino repercutia.

Teu caixão, de camponesas E camponeses seguido, Desceu abaixo às devesas. Ganhou o atalho comprido

De casas em correntezas E entrou num campo florido.

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