Depois da infância e mocidade — a morte!
A sepulcral, fria e rajada forte,
Os convulsivos ventos
Tenebrosos, fatais, como soluços,
Esfuziando pelos firmamentos,
Tombando logo o lutador de bruços,
Fraco, gélido, exangue,
Completamente inerme
E sem mais ter as explosões de sangue
Na carne aonde já rasteja o verme!
Ele morreu inda bem moço, é certo
Constelado de crenças
Como de estrelas o horizonte aberto
Cheio de vivas radiações imensas.
Ele emigrou no inverno
Para além, como trêmula andorinha
Rasgando o espaço eterno.
Nem no corpo nem n’alma ele não tinha
A gelada velhice
E abria-se em meiguice,
Do amor, da esp’rança, do ideal no cúmulo.
De sorte que era então
Franco e leal como qualquer aldeão
Simples, humilde e rude.
Entretanto, lá foi, na juventude,
Envelhecer de podridão no túmulo!