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1861–1898

IV

João da Cruz e Sousa

Depois da infância e mocidade — a morte! A sepulcral, fria e rajada forte, Os convulsivos ventos Tenebrosos, fatais, como soluços,

Esfuziando pelos firmamentos, Tombando logo o lutador de bruços, Fraco, gélido, exangue, Completamente inerme

E sem mais ter as explosões de sangue Na carne aonde já rasteja o verme! Ele morreu inda bem moço, é certo Constelado de crenças

Como de estrelas o horizonte aberto Cheio de vivas radiações imensas. Ele emigrou no inverno Para além, como trêmula andorinha

Rasgando o espaço eterno. Nem no corpo nem n’alma ele não tinha A gelada velhice E abria-se em meiguice,

Do amor, da esp’rança, do ideal no cúmulo. De sorte que era então Franco e leal como qualquer aldeão Simples, humilde e rude.

Entretanto, lá foi, na juventude, Envelhecer de podridão no túmulo!

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