Skip to content
1861–1898

IV

João da Cruz e Sousa

Através das romãzeiras E dos pomares floridos Ouvem-se as vezes ruídos E bater d’asas ligeiras.

São as aves forasteiras Que dos seus ninhos queridos Vêm dar ali os gemidos Das ilusões passageiras.

Vêm sonhar leves quimeras, Idílios de primaveras, Contar os risos e os males. Vêm chorar um seio de ave

Perdida pela suave Carícia verde dos vales.

Cookies on Poetry Cove

We use cookies to remember your language preference and — only with your consent — to learn how Poetry Cove is used. You can change your mind any time.
IV · João da Cruz e Sousa · Poetry Cove