Skip to content
1861–1898

II

João da Cruz e Sousa

Na alma da infância, tal e qual roseiras, Abrem festões de límpida fragrância Os sonhos e as quimeras passageiras Que são mais próprias do vergel da infância,

Na alma da infância, tal e qual roseiras. O pequenino coração ditoso Canta canções de uma ave pequenina; E é um encanto ver assim radioso

No peito de uma cândida menina O pequenino coração ditoso. A existência de sol das criancinhas Lembra um pomar de frutas bem serenas,

Por onde os colibris e as andorinhas Gozam amores sacudindo as penas, A existência de sol das criancinhas. Não sei dizer se adore mais crianças

Ou mais também as flores de um arbusto; Nessas tão puras, castas semelhanças Eu, para ser bem carinhoso e justo, Não sei dizer se adore mais crianças.

Cookies on Poetry Cove

We use cookies to remember your language preference and — only with your consent — to learn how Poetry Cove is used. You can change your mind any time.
II · João da Cruz e Sousa · Poetry Cove