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1861–1898

II

João da Cruz e Sousa

Assim eu perguntava Ao astro do Ideal que via em sonhos, Nos brancos ares fúlgidos, risonhos, Porém, esse astro nem sequer falava.

Se ele que anda tão alto Perdeu o seu clarão resplandecente, Quanto mais tu que andas constantemente Por sobre o pó e a rigidez do asfalto?...

Se ele que lá em cima, na vastidão dos páramos distantes rege, constela os mundos palpitantes, Perdeu a grande luz que afaga e anima?...

Quanto mais tu, criança, Que se constelas, reges cousa alguma, É com certeza o amor que te perfuma Os roseirais floridos da esperança!

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