Assim eu perguntava
Ao astro do Ideal que via em sonhos,
Nos brancos ares fúlgidos, risonhos,
Porém, esse astro nem sequer falava.
Se ele que anda tão alto
Perdeu o seu clarão resplandecente,
Quanto mais tu que andas constantemente
Por sobre o pó e a rigidez do asfalto?...
Se ele que lá em cima,
na vastidão dos páramos distantes
rege, constela os mundos palpitantes,
Perdeu a grande luz que afaga e anima?...
Quanto mais tu, criança,
Que se constelas, reges cousa alguma,
É com certeza o amor que te perfuma
Os roseirais floridos da esperança!