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1861–1898

II

João da Cruz e Sousa

De cabelos desmanchados, Tu, teus olhos luminosos Recordam-me uns saborosos E raros frutos de prados.

Assim negros e quebrados, Profundos, grandes, formosos, Contêm fluidos vaporosos São como campos mondados.

Quando soltas os cabelos Repletos de pesadelos E de perfumes de ervagens; Teus olhos, flor das violetas,

Lembram certas uvas pretas Metidas entre folhagens.

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