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1861–1898

I

João da Cruz e Sousa

Camponesa, camponesa, Ah! quem contigo vivesse Dia e noite e amanhecesse Ao sol da tua beleza.

Quem livre, na natureza, Pelos campos se perdesse E apenas em ti só cresse E em nada mais, camponesa.

Quem contigo andasse à toa Nas margens duma lagoa, Por vergéis e por desertos, Beijando-te o corpo airoso,

Tão fresco e tão perfumoso, Cheirando a figos abertos.

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