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1861–1898

I

João da Cruz e Sousa

O Mar! O mar! Quem nunca viajasse... Quem nunca dentre dúvidas sentisse O coração e ai, nunca embarcasse... Oh! quem do mar as cóleras punisse!

Ora o mar e sereno, e calmo, e manso, As vagas são melódicos arpejos Dando à embarcação leve balanço, Como um afago maternal de beijos.

Ora o mar franco, livre e transparente, Tão tranquilo que está, tão brando, rindo, Que até parece, que até cuida a gente Que os corações podem boiar, dormindo.

Ora ferve, rebenta, estoura, estala, Rude, feroz, em convulsões; profundo, Abrindo a corpos pavorosa vala E mundos de agonia num só mundo!

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