O Mar! O mar! Quem nunca viajasse...
Quem nunca dentre dúvidas sentisse
O coração e ai, nunca embarcasse...
Oh! quem do mar as cóleras punisse!
Ora o mar e sereno, e calmo, e manso,
As vagas são melódicos arpejos
Dando à embarcação leve balanço,
Como um afago maternal de beijos.
Ora o mar franco, livre e transparente,
Tão tranquilo que está, tão brando, rindo,
Que até parece, que até cuida a gente
Que os corações podem boiar, dormindo.
Ora ferve, rebenta, estoura, estala,
Rude, feroz, em convulsões; profundo,
Abrindo a corpos pavorosa vala
E mundos de agonia num só mundo!