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1861–1898

Hóstias

João da Cruz e Sousa

Nos arminhos das nuvens do infinito Vamos noivar por entre os esplendores, Como aves soltas em vergéis de flores, Ou penitentes de um estranho rito.

Que seja nosso amor — sidério mito! — O límpido turíbulo das dores, Derramando o incenso dos amores Por sobre o humano coração aflito.

Como num templo, numa clara igreja, Que o sonho nupcial gozado seja, Que eu durma e sonhe nos teus níveos flancos. Contigo aos astros fúlgidos alado,

Que sejam hóstias para o meu noivado As flores virgens dos teus seios brancos!

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