Skip to content
1861–1898

Horas de sombra

João da Cruz e Sousa

Horas de sombra, de silêncio amigo Quando há em tudo o encanto da humildade E que o anjo branco e belo da saudade Roga por nós o seu perfil antigo.

Horas que o coração não vê perigo De gozar, de sentir com liberdade... Horas da asa imortal da Eternidade Aberta sobre tumular jazigo.

Horas da compaixão e da clemência, Dos segredos sagrados da existência, De sombras de perdão sempre benditas. Horas fecundas, de mistério casto,

Quando dos céus desce, profundo e vasto, O repouso das almas infinitas.

Cookies on Poetry Cove

We use cookies to remember your language preference and — only with your consent — to learn how Poetry Cove is used. You can change your mind any time.
Horas de sombra · João da Cruz e Sousa · Poetry Cove