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1861–1898

Frutas e flores

João da Cruz e Sousa

Laranjas e morangos — quanto às frutas, Quanto às flores, porém, ah! quanto às flores, Trago-te dálias rubras, d’essas cores Das brilhantes auroras impolutas.

Venho de ouvir as misteriosas lutas Do mar chorando lágrimas de amores; Isto é, venho de estar entre os verdores De um sítio cheio de asperezas brutas,

Mas onde as almas — pássaros que voam — Vivem sorrindo às músicas que ecoam Dos campos livres na rural pobreza. Trago-te frutas, flores, só apenas,

Porque não pude, irmã das açucenas, Trazer-te o mar e toda a natureza!

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