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1861–1898

Fonte de amor

João da Cruz e Sousa

Trago-a à tua presença Para que vejas a imensa Mágoa atroz que a devorou. E saibas, ó flor das flores,

Que a fonte dos seus amores Eternamente secou. Foste à fonte buscar água E tinha secado a fonte.

Aí, flor azul do monte, Tiveste a primeira mágoa. Porém se uma alma na frágua Das dores sem horizonte

Queres ver, sentir defronte Dos olhos, manda que eu trago-a.

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