És um velho, bem sei! Mas entretanto
dentro de ti há muita mocidade...
Há músicas sutis, a suavidade
dum cristalino e sonoro canto.
Banha-te embora em pérolas o pranto
a face iluminada de bondade,
sempre um clarão de límpida saudade
do teu passado lembrará o encanto.
Mas que chores, enfim, eternamente...
Sempre em tu’alma generosa e ardente
hão de sorrir cândidas lembranças
De que foste na estrada do futuro,
o guia, o mestre glorioso e puro,
o divino santelmo das crianças!