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1861–1898

Extremos

João da Cruz e Sousa

À minha doce mãe que desses trilhos vastos Da vida racional, tem sido o meu bom guia. Dedico, preso à garra atroz da nostalgia, O meu bouquet de versos, d’entre uns beijos castos.

A ela, que orgulhosa, impávida resplende, Seu filho, dá-lhe a alma inteira nos olhares, A ela que aprimora as curvas singulares Do amor que unicamente a mãe só compreende.

A ela, que dos sonhos flavos que eu adoro, É sempre esse ideal querido e mais sonoro Mais alvo que o luar, mais brando que os arminhos. Embora sob cúpula azúlea de outros espaços

Dedico os versos meu— atiro-os ao regaço Assim como punhado imenso de carinhos.

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