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1861–1898

Êxtase de mármore

João da Cruz e Sousa

O mármore profundo e cinzelado De uma estátua viril, deliciosa; Essa pedra que geme, anseia e goza Num misticismo altíssimo e calado;

Essa pedra imortal — campo rasgado A comoção mais íntima e nervosa Da alma do artista, de um frescor-de-rosa, Feita do azul de um céu muito azulado;

Se te visse o clarão que pelos ombros Teus, rola, cai, nos múltiplos assombros Da Arte sonora, plena de harmonia; O mármore feliz que é muito artista

Também — como tu és — à tua vista De humildade e ciúme, coraria!

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