Deixemo-nos ficar pelo menos apenas
Um momento ao frescor das verdes arueiras
Pintalgadas de sangue. Hão de vir as serenas
Aves de Abril cantar nos leques das palmeiras.
Todo este mar recorda um tendal de açucenas
A luz do sol descendo as altas cordilheiras...
E essa voz musical é a voz das cantilenas
Dos que vêm a remar nas célebres baleeiras.
Neste lindo lugar, se existe a f’licidade,
Sentimo-na no peito, em plena alacridade.
E, portanto, Maria, a hora que nós passamos
Nesta Ilha tão formosa, é um bem que me parece
Nunca mais acabar! Ah! quem morar pudesse
Não numa casa, mas na frescura dos ramos...