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1861–1898

[Deixe-nos ficar...]

João da Cruz e Sousa

Deixemo-nos ficar pelo menos apenas Um momento ao frescor das verdes arueiras Pintalgadas de sangue. Hão de vir as serenas Aves de Abril cantar nos leques das palmeiras.

Todo este mar recorda um tendal de açucenas A luz do sol descendo as altas cordilheiras... E essa voz musical é a voz das cantilenas Dos que vêm a remar nas célebres baleeiras.

Neste lindo lugar, se existe a f’licidade, Sentimo-na no peito, em plena alacridade. E, portanto, Maria, a hora que nós passamos Nesta Ilha tão formosa, é um bem que me parece

Nunca mais acabar! Ah! quem morar pudesse Não numa casa, mas na frescura dos ramos...

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