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1861–1898

Decadentes

João da Cruz e Sousa

Richepin, Rollinat! gritos sangrentos Da carne alvoroçada de desejos, Mosto de risos, lágrimas e beijos, Estertores de abutres famulentos.

Desesperado frêmito dos ventos, De harpas, sutis, fantásticos harpejos, Clarins de guerra, e cânticos e adejos De aves — todos os vivos elementos.

Tudo flameja e nas estrofes canta, Estruge, zune, em borbotões levanta Noites, luares, fulgurantes dias. Mas nessa ideal temperatura forte

Tudo isso é triste como a flor da morte Que brota dentro das caveiras frias...

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