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1861–1898

Cristo e a adúltera

João da Cruz e Sousa

Sente-se a extrema comoção do artista No grupo ideal de plácida candura, Nesse esplendor tão fino da escultura Para onde a luz de todo o olhar enrista.

Que campo, ali, de rútila conquista Deve rasgar, do mármore na alvura, O estatuário — que amplidão segura Tem — de alma e braço, de razão e vista!

Vê-se a mulher que implora, ajoelhada, A mais serena compaixão sagrada De um Cristo feito a largos tons gloriosos. De um Nazareno compassivo e terno,

D’olhos que lembram, cheios de falerno, Dois inefáveis corações piedosos!

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