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1861–1898

Cristo de bronze

João da Cruz e Sousa

Ó Cristos de ouro, de marfim, de prata, Cristos ideais, serenos, luminosos, Ensanguentados Cristos dolorosos Cuja cabeça a Dor e a Luz retrata.

Ó Cristos de altivez intemerata, Ó Cristos de metais estrepitosos Que gritam como os tigres venenosos Do desejo carnal que enerva e mata.

Cristos de pedra, de madeira e barro... Ó Cristo humano, estético, bizarro, Amortalhado nas fatais injurias... Na rija cruz aspérrima pregado

Canta o Cristo de bronze do Pecado, Ri o Cristo de bronze das luxúrias!...

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