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1861–1898

Cristo

João da Cruz e Sousa

Cristo morreu, ó tristes criaturas, Era matéria como vós, morreu; E quando a noite sepulcral desceu Gelou com ele o oceano das ternuras.

Nunca outro sol de irradiações mais puras Subiu tão alto e tanto resplendeu, Nunca ninguém tão firme combateu Da humanidade todas as torturas.

Morreu, que se ele, o Deus, ressuscitasse, Limpa de sangue e lágrimas a face, Os seus olhos tranquilos, virginais, Dons inefáveis, corações piedosos,

Tinham de abrir-se muito dolorosos, Também chorando quando vós chorais!

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