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1861–1898

Crença

João da Cruz e Sousa

Filha do céu, a pura crença é isto Que eu vejo em ti, na vastidão das cousas, Nessa mudez castíssima das lousas, No belo rosto sonhador do Cristo.

A crença é tudo quanto tenho visto Nos olhos teus, quando a cabeça pousas Sobre o meu colo e que dizer não ousas Todo esse amor que eu venço e que conquisto.

A crença é ter os peregrinos olhos Abertos sempre aos ríspidos escolhos; Tê-los à frente de qualquer farol E conservá-los, simplesmente acesos

Como dois fachos — engastados, presos Nas radiações prismáticas do sol!

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