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1861–1898

Clamando...

João da Cruz e Sousa

Bárbaros vãos, dementes e terríveis Bonzos tremendos de ferrenho aspeto, Ah! deste ser todo o clarão secreto Jamais pôde inflamar-vos, Impassíveis!

Tantas guerras bizarras e incoercíveis No tempo e tanto, tanto imenso afeto, São para vós menos que um verme e inseto Na corrente vital pouco sensíveis.

No entanto nessas guerras mais bizarras De sol, clarins e rútilas fanfarras, Nessas radiantes e profundas guerras... As minhas carnes se dilaceraram

E vão, das Ilusões que flamejaram, Com o próprio sangue fecundando as terras...

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