Que fundas trevas pesadas
por esta noite sombria...
que mágoa pelas estradas,
Virgem Maria!
Que tristes coisas soturnas,
que noite, igual ao meu dia,
que atroz lamento nas furnas,
Virgem Maria!
Que longas ansiedades
e que profunda agonia,
que amarguradas saudades,
Virgem Maria!
Que sonhos, que pesadelo
de tumba sinistra e fria,
que suor nos meus cabelos,
Virgem Maria!
Que angustiosa e comprida
a luta que me asfixia,
que negra vida sem vida,
Virgem Maria!