Skip to content
1861–1898

Cantiga da miséria

João da Cruz e Sousa

Que fundas trevas pesadas por esta noite sombria... que mágoa pelas estradas, Virgem Maria!

Que tristes coisas soturnas, que noite, igual ao meu dia, que atroz lamento nas furnas, Virgem Maria!

Que longas ansiedades e que profunda agonia, que amarguradas saudades, Virgem Maria!

Que sonhos, que pesadelo de tumba sinistra e fria, que suor nos meus cabelos, Virgem Maria!

Que angustiosa e comprida a luta que me asfixia, que negra vida sem vida, Virgem Maria!

Cookies on Poetry Cove

We use cookies to remember your language preference and — only with your consent — to learn how Poetry Cove is used. You can change your mind any time.
Cantiga da miséria · João da Cruz e Sousa · Poetry Cove