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1861–1898

Balada matinal

João da Cruz e Sousa

Cantam agora os pássaros nos ramos Dos verdejantes, flébeis arvoredos... E que adoráveis, íntimos segredos Eles dirão, que nós não deciframos...

Coleiros, sabiás e gaturamos Cantam felizes, joviais e ledos, Na densa mata verde dos silvedos Profundos como os sonhos que adoramos.

Vem tu agora, ó dríade dos campos, Vem comigo colher os frutos lampos Do casto amor com que a tu’alma abrasas, Que enquanto assim os pássaros cantarem

E pela mata flórida voarem, O meu amor te estenderá as asas.

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