Cantam agora os pássaros nos ramos
Dos verdejantes, flébeis arvoredos...
E que adoráveis, íntimos segredos
Eles dirão, que nós não deciframos...
Coleiros, sabiás e gaturamos
Cantam felizes, joviais e ledos,
Na densa mata verde dos silvedos
Profundos como os sonhos que adoramos.
Vem tu agora, ó dríade dos campos,
Vem comigo colher os frutos lampos
Do casto amor com que a tu’alma abrasas,
Que enquanto assim os pássaros cantarem
E pela mata flórida voarem,
O meu amor te estenderá as asas.