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1861–1898

Auréola equatorial

João da Cruz e Sousa

Fundi em bronze a estrofe augusta dos prodígios, Poetas do Equador, artísticos Barnaves; Que o facho — Abolição — rasgando as nuvens graves De raios e bulcões — triunfa nos litígios!

— O rei Mamoud, o Sol, vibrou p’raquelas bandas do Norte — a grande luz — elétrico, explodindo, Assim como quem vai, intrépido, subindo À luz da idade nova — em claras propagandas.

— Os pássaros titãs nos seus conciliábulos, — Chilreiam, vão cantando em místicos vocábulos, Alargam-se os pulmões nevrálgicos das zonas; Abri alas, abri! — Que em túnica de assombros,

Irá passar por vós, com a Liberdade aos ombros, Como um colosso enorme o impávido Amazonas!

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