Tu és a estrela e eu sou o inseto triste!
Vives no Azul, em cima nas esferas,
No centro das risonhas primaveras
Onde por certo o amor eterno existe.
E nem de leve a glória vã me assiste
De erguer o voo às olímpicas quimeras
Do teu brilho ideal, lá onde imperas
Nesse esplendor a que ninguém resiste.
Enquanto te fulgires nas alturas
Eu errarei nas densas espessuras,
Da terra sobre a rigidez de asfalto.
Embalde o teu clarão me enleva e clama!
Mas como a ti voarei, se senti a chama,
Sou tão epqueno e o céu tão alto?