Oh! vinte anos enfim! — Chegas-te ao cume
Da glória e mais do amor — desses carinhos
Que a alma recebe no frescor dos ninhos
Nos roseirais abertos em perfume.
Deus te estrele de sonhos em cardume
Essa cabeça doce como arminhos
E te gorjeiem muitos passarinhos
Dos teus olhos leais no vivo lume.
Bom dia, jovem rei! Noivo aloirado
Da primavera que auroresce o prado
Noivo da mocidade e da alegria.
Uma chuva de trêmulos canários
Flavos, trinantes, vindos de céus vários
Vá ao teu quarto gorjear: Bom dia!