— Minha mãe, minha mãe, quanta grandeza
Nesses palácios, quanta majestade;
Como essa gente há de viver, como há de
Ser grande sempre na feliz riqueza.
Nem uma lágrima sequer — e à mesa
Dentre as baixelas, dentre a imensidade
Da prata e do ouro — a azul felicidade
Dos bons manjares de ótima surpresa.
Nem um instante os olhos rasos d’água,
Nem a ligeira oscilação da mágoa,
Na vida farta de prazer, sonora.
— Como o teu louco pensamento expandes!
Filho, a ventura não é só dos grandes;
O mar também é grande e quanto chora!