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1861–1898

Alvorada da indústria

João da Cruz e Sousa

Entreabre a natureza o místico pulmão, Lembrando quem se ergue, aos tombos, dum letargo E sente o latejar do rubro coração, O músculo a distender, hercúleo, brônzeo, largo!

Uivando — o Trem de Ferro — estende a cauda enorme... Enquanto nuns estranhos, íntimos vocábulos Os passageiros gazis, nos bons conciliábulos Orquestram pelo ar, em bando multiforme!...

Os seios tropicais se abalam da floresta E a amena capital pressente, toda em festa, Que apagam-se da treva as nódoas e os estigmas!... Irrompe a exuberância audaz da natureza,

E as almas patriotas, ébrias de surpresa, Decifram do porvir os rútilos enigmas!!...

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