Cava, investiga a fonte dos instintos,
Da grande Ciência prodigiosa e viva...
Busca na escura Idade primitiva,
Desce aos antigos, fundos labirintos.
Que nunca mais como apertados cintos
De aço, tu tragas a razão cativa;
Que sintas cada vez mais expressiva
A luz, e os erros para sempre extintos.
Porém por mais que tanto te aprofundes
Que a humanidade, os séculos inundes
Com toda a ciência que o teu crênio encerra;
Sempre terás, homem moderno, a mágoa
Do princípio de tudo — como o da água
Que livre sai do coração da terra.