Voltamos juntos pela mesma estrada
Tu em caminho rias doidamente;
E a tua fresca e musical risada
Era a canção mais doce e mais nitente.
Foi bem longe o passeio, a caminhada
Certo que havia de ficar ardente
A luz do teu olhar de pomba amada
Que voa pelo azul resplandecente.
Palpitava-te o seio alabastrino,
Arfava-te, de manso, como um hino
De puro amor, entre os rendados jolhos.
E embora a tua carne assim cansasse
Oh! podes rir! — Por mais que eu só te olhasse
Não se cansavam de te olhar meus olhos.