Skip to content
1861–1898

A freira morta

João da Cruz e Sousa

Muda, espectral, entrando as arcarias Da cripta onde ela jaz eternamente No austero claustro silencioso — a gente Desce com as impressões das cinzas frias...

Pelas negras abóbadas sombrias Donde pende uma lâmpada fulgente, Por entre a frouxa luz triste e dormente Sobem do claustro as sacras sinfonias.

Uma paz de sepulcro após se estende... E no luar da lâmpada que pende Brilham clarões de amores condenados... Como que vem do túmulo da morta

Um gemido de dor que os ares corta, Atravessando os mármores sagrados!

Cookies on Poetry Cove

We use cookies to remember your language preference and — only with your consent — to learn how Poetry Cove is used. You can change your mind any time.
A freira morta · João da Cruz e Sousa · Poetry Cove