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1861–1898

A Ermida

João da Cruz e Sousa

Lá onde a calma e a placidez existe, Sobre as colinas que o vergel encobre, Aquela ermida como está tão pobre, Aquela ermida como está tão triste.

A minha musa, sem falar, assiste, Do meio-dia ante o aspecto nobre, O vago, estranho e murmurante dobre Daquela ermida que aos trovões resiste

E as gargalhadas funéreas, sombrias, Dos crus invernos e das ventanias, Do temporal desolador e forte. Daquela triste esbranquiçada ermida,

Que me recorda, me parece a vida Jogada às magoas e ilusões da sorte.

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