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1861–1898

A dor

João da Cruz e Sousa

Torva Babel das lágrimas, dos gritos, Dos soluços, dos ais, dos longos brados, A Dor galgou os mundos ignorados, Os mais remotos, vagos infinitos.

Lembrando as religiões, lembrando os ritos, Avassalara os povos condenados, Pela treva, no horror, desesperados, Na convulsão de Tântalos aflitos.

Por buzinas e trompas assoprando As gerações vão todas proclamando A grande Dor aos frígidos espaços... E assim parecem, pelos tempos mudos,

Raças de Prometeus titânios, rudos, Brutos e colossais, torcendo os braços!

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