A alma de Juvêncio foi suspensa
Da tarde no arrebol... suavemente
Perdendo-se veloz, alistridente
Nos páramos azuis, na esfera imensa.
Após tardo viver em sombra densa
E sempre a burilar no crânio ardente,
Depôs o alvião, a pena ingente
O nobre lutador. Fatal sentença.
Enquanto o corpo seu na sepultura
Dos vermes jaz enfim, já carcomido,
Faltando-se de horror, de noite escura,
Sua alma, seu espírito, fundido
Dos gênios imortais na luz que apura,
Altivo há de passar soberbo, erguido.