Em sonho às vezes volto ao lar. Ansioso,
Entro na sala e beijo a mão querida
De minha Mãe, que, alegre e comovida,
Me abençoa num gesto carinhoso.
Ouço-lhe a voz saudosa e enternecida
De um tom maternalmente melodioso!
Minh’alma sente inenarrável gozo
Ness’hora que é a melhor de minha vida!
Vejo depois, com íntima alegria,
Minha irmã no jardim colhendo flores
Para enfeitar a imagem de Maria.
Percorro os sítios que eu amei — com ânsia,
E ainda aspiro os místicos olores
Dos jasmineiros que plantei na infância!