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1881–1937

VISÃO NOTURNA

Gustavo de Paula Teixeira

Em sonho às vezes volto ao lar. Ansioso, Entro na sala e beijo a mão querida De minha Mãe, que, alegre e comovida, Me abençoa num gesto carinhoso.

Ouço-lhe a voz saudosa e enternecida De um tom maternalmente melodioso! Minh’alma sente inenarrável gozo Ness’hora que é a melhor de minha vida!

Vejo depois, com íntima alegria, Minha irmã no jardim colhendo flores Para enfeitar a imagem de Maria. Percorro os sítios que eu amei — com ânsia,

E ainda aspiro os místicos olores Dos jasmineiros que plantei na infância!

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