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1881–1937

VENEZA

Gustavo de Paula Teixeira

Nos teus olhos astrais de um brilho de turquesa, Que às horas do sol posto a nostalgia empana, Como no Golfo azul, retrata-se a Veneza Dos tempos medievais, suntuosa e soberana.

O Adriático ondula e a vaga espuma... Ufana, Passeia oblonga nau latina com nobreza. Nas praças e canais a vida veneziana Circula como o sangue em veias de princesa...

Esses olhos sem par encerram maravilhas! Mirantes, catedrais, castelãs, parques, ilhas E palácios ducais, — tudo neles se espelha! Tudo: o mar onde um barco assoma e um outro foge

E os bronzes, e os painéis, e as gôndolas, e o Doge Envolto na triunfal dalmática vermelha!

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