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1881–1937

SONHO MORTO

Gustavo de Paula Teixeira

O sonho azul que eu vinha acalentando — Uma preciosa dádiva divina — Foi um dia a dia as pétalas cerrando Como um helianto quando o sol declina...

Adeus, ó lírio de um perfume brando E tez nivosamente alabastrina, Que, o meu torvo pesar balsamisando, Me sorrias na estrela vespertina!

Doce ilusão crescida na minh’alma! Nunca mais tu virás, por noite calma, Beijar-me o rosto, plácida e radiante! E hei de chegar ao meu sombrio outono

Sem ter um anjo que no extremo instante Me feche os olhos para o eterno sono!

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