Não logrando acalmar o ódio dos insensatos
Que uivavam em redor do cândido Cordeiro,
Ordenou ao Lictor, então Pôncio Pilatos,
Que o mandasse açoitar, despido o corpo inteiro.
E atado a uma coluna o Mestre, entre os maus tratos
E as vociferações do bando carniceiro,
Sem que batesse um só dos corações ingratos,
Fez-se a flagelação com ramos de salgueiro...
Desde então ficou sendo essa árvore a mais triste
E a mais digna de dó que neste mundo existe,
Curvada como Cristo a arfar com o Lenho às costas.
Sempre e sempre a chorar o seu viver mesquinho,
Nunca mais o infeliz pode embalar um ninho
Nem contemplar o céu, rezando, de mãos postas!