Quando, louca de amor, inteiramente louca,
Presa nos braços meus, me beijas fervorosa,
Teu beijo virginal deixa na minha boca
O aroma de uma rosa.
Beija, quando eu morrer, meu corpo inerte e frio,
Mil vezes, para que meu féretro sem flores,
Em viagem para o horror do páramo sombrio
Jorre ânforas de olores!
E tanto há de cheirar meu corpo miserando,
Onde hão de os beijos teus florir como violetas,
Que, atraído, virá seguir o enterro o bando
Azul das borboletas...