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1881–1937

NOITE DE INVERNO

Gustavo de Paula Teixeira

Que frio!... E eu só!... Oh! noite de amargura! Lá fora plange com angústia o vento Desgrenhando o arvoredo, que murmura, De mãos alçadas para o firmamento.

Meu leito é uma gelada sepultura, O lençol — um sudário... Embalde tento Dormir: o frio cresce e me tortura!... A minh’alma tirita... Que tormento!

Ah! se ela, cheia de ternura e zelo, De amor vencida, viesse neste instante Envolver-me no manto do cabelo!... Loucura minha! A um sonho em vão me aferro!

Não mais terei o seu perfume ebriante Neste noturno cárcere de ferro!

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