Como isto é belo! Numa tremulina
De que queda em queda, o murmúrio riacho,
Que ergue de espuma um trêmulo penacho,
Beija a fímbria da saia da colina.
Farautas e anhos pascem na ravina;
Ressoa a avena de um zagal debaixo
De uma palmeira que debulha o cacho
E abre o feixe de palmas, que se inclina.
A graça errante de uma borboleta
Entre silvas marinha, inquieta, inquieta,
Sem se ferir na ponta dos espinhos.
As árvores são harpas harmoniosas...
Enquanto vão desabrochando as rosas,
Ouve-se a orquestra matinal dos ninhos!