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1881–1937

NO VALE

Gustavo de Paula Teixeira

Como isto é belo! Numa tremulina De que queda em queda, o murmúrio riacho, Que ergue de espuma um trêmulo penacho, Beija a fímbria da saia da colina.

Farautas e anhos pascem na ravina; Ressoa a avena de um zagal debaixo De uma palmeira que debulha o cacho E abre o feixe de palmas, que se inclina.

A graça errante de uma borboleta Entre silvas marinha, inquieta, inquieta, Sem se ferir na ponta dos espinhos. As árvores são harpas harmoniosas...

Enquanto vão desabrochando as rosas, Ouve-se a orquestra matinal dos ninhos!

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