Um ano mais! Um ano! Um mimo de fulgores
Que recebes de seda e rendas entre os nastros!
Mais uma rosa aberta em um buquê de flores!
Mais uma estrela a rir numa coroa de astros!
Hoje que de casaca os teus adoradores
Se curvam aos teus pés da cor dos alabastros,
Permite que eu também, em versos incolores,
Te saúdo, mas não — como os demais — de rastros.
Sou pobre, não possuo anéis de pedras raras,
Nem oiro, brocatéis, mas, como tu me animas
Com os olhos claros, quis beijar-te as mãos preclaras.
E com a alma a dançar numa alegria franca,
Trouxe para o teu colo este colar de rimas
E para o teu cabelo uma camélia branca!