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1881–1937

LAR DE LUTO

Gustavo de Paula Teixeira

Era um ninho e tornou-se um túmulo esta casa Desde o dia em que a meiga irmã das açucenas, Fazendo ouvir em torno um leve ruflo de asa, Emudeceu, cruzando ao peito as mãos pequenas!

Embebido no Azul o olhar, que a angústia abrasa, A mãe, a pobre mãe, mártir de eternas penas, Dores, que cristaliza em lágrimas, transvasa... Cortam-me o coração estas cruciantes cenas!

Desde que a aurora abria o frouxo cortinado Do Oriente, ela trazia o lar iluminado Pelo raio de sol do riso astral que tinha! Dos lírios que plantou teceram-lhe a capela...

Nunca mais há de vir colher jasmins aquela Que se foi para o Céu num vôo de andorinha!

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