Era um ninho e tornou-se um túmulo esta casa
Desde o dia em que a meiga irmã das açucenas,
Fazendo ouvir em torno um leve ruflo de asa,
Emudeceu, cruzando ao peito as mãos pequenas!
Embebido no Azul o olhar, que a angústia abrasa,
A mãe, a pobre mãe, mártir de eternas penas,
Dores, que cristaliza em lágrimas, transvasa...
Cortam-me o coração estas cruciantes cenas!
Desde que a aurora abria o frouxo cortinado
Do Oriente, ela trazia o lar iluminado
Pelo raio de sol do riso astral que tinha!
Dos lírios que plantou teceram-lhe a capela...
Nunca mais há de vir colher jasmins aquela
Que se foi para o Céu num vôo de andorinha!